Sinto falta do frio. Do frio a sério! Que obriga a raspar as janelas do carro sempre que se entra nele. Que deixa as pontas das orelhas a doer e o nariz dormente.
Sinto falta de pedalar, de pegar na bicicleta, empurrar a neve, ou a chuva do assento e pedalar. Poder ir para qualquer lado. Sentir o vento a entrar pelas fissuras do cachecol e por aquela zona entre o cachecol e o casaco que nunca consegue ficar bem tapada. De escorregar na neve, e segurar bem o volante. De levantar os pés nas grande poças de água. De passar semáforos no vermelho.
Tenho saudades de ir ao mercado no sábado de manhã. Sentir os pés gelar enquanto andamos de banca em banca. E chegar a casa e preparar um chá quente e sentar no sofá a almoçar.
Tenho saudades das pipocas partilhadas do cinema. E de reclamar que a Holanda não tem sessões da meia-noite e que é um país de totós madrugadores.
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